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Uma definição comum de queda é " a assunção inadvertida  da posição de repouso no solo, ou a outro nível, excluindo-se a mudança de posição corporal intencional para a de repouso apoiada no mobiliário, paredes ou outros objectos" (1) . As lesões associadas aos episódios de queda são mais comuns entre a população idosa e são uma causa major de dor, incapacidade, perda da autonomia funcional e morte prematura.  O impacto nocivo causado por este tipo de lesões a nível pessoal, familiar e social, bem como a possibilidade de criação de intervenções efectivas tornam esta problemática  bastante pertinente para a saúde mundial (1). Actualmente, as quedas estão na origem de 40% das mortes ocasionadas por acidentes(1). A maior incidência regista-se nas faixas etárias de idade igual ou superior a 85 anos, com predomínio do sexo masculino. Contabilizam-se entre as consequências directas mais frequentes : as fracturas do colo do fémur, os traumatismos crânio-encefálicos , as lesões nos membros superiores e o síndrome pós-queda (inclui medo de cair, dependência funcional, imobilização, confusão, depressão).

A prevenção das quedas mostra-se um autêntico desafio face ao envelhecimento demográfico. O número de quedas  tem vindo a aumentar  paralelamente ao aumento mundial da população idosa.  Em 2006 estimava-se que existiriam no mundo 688 milhões de pessoas com mais de 60 anos, sendo que se previa que seriam dois biliões em 2050. Destes calcula-se que 20% serão pessoas acima dos 80 anos de idade(1). As quedas aumentam exponencialmente com as alterações biológicas associadas ao envelhecimento, o que justifica os valores pronunciados em pessoas com mais de 80 anos (1).  De facto , a incidência de algumas lesões associadas a quedas, como fracturas e lesões medulares, aumentaram cerca de 131% nas últimas três décadas (1). Se medidas preventivas não forem aplicadas no futuro imediato, o número de lesões resultantes de quedas aumentará 100% no ano 2030 (1).

As quedas são resultantes duma complexa interacção entre factores de risco. Os principais factores de risco estão categorizados em quatro dimensões: biológicos, comportamentais, ambientais e socioeconómicos. Os factores biológicos incluem as características individuais relacionadas com o corpo humano (idade, género, raça). Também se associam às alterações relacionadas com o envelhecimento, tais como o declínio das capacidades físicas, cognitivas e afectivas, assim como a co-morbilidade das doenças crónicas(1).  Um planeamento dos espaços públicos pensado para as características da pessoas idosas constitui também um factor crítico na prevenção de quedas nesta faixa etária(1).  Por seu lado, uma mudança comportamental que signifique a adopção de um estilo de vida saudável é o ingrediente chave para promover um envelhecimento saudável, funcionalidade e prevenir quedas(1).

No enquadramento do desenvolvimento de estratégias eficazes de prevenção das quedas , surge a política do "Envelhecimento Activo" preconizada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) . Em que consiste o "Envelhecimento Activo"? Segundo a OMS (2007) , "o Envelhecimento Activo é o processo de optimização das oportunidades de saúde, participação e segurança com o objectivo de melhoria da qualidade de vida". Está dependente da influencia de diferentes factores, tais como: o acesso a serviços de saúde e apoio social; comportamento; ambiente físico; factores biológicos, pessoais, sociais e económicos. Estes determinantes deverão ser compreendidos sob uma perspectiva do curso de vida que reconhece que a população idosa não constitui um grupo homogéneo e que a diversidade individual aumenta com a idade (2).  As taxas de declínio funcional são grandemente determinadas por factores relacionados com os estilos de vida e outros agentes externos (2). É muito importante referir que a velocidade de declínio pode ser influenciada e até reversível em qualquer idade através de medidas individuais e públicas (2). A prevenção dos efeitos nefastos das quedas na terceira idade começa efectivamente na infância e juventude.  Tomemos o exemplo da massa óssea (um factor crítico das lesões graves resultantes de quedas). Uma boa nutrição e níveis óptimos de actividade física ao longo das fases de desenvolvimento são fundamentais para a constituição de tecido ósseo forte e saudável(2). O "Envelhecimento Activo" é um processo contínuo que deverá ser transversal a todas as fases da vida(2).  Não obstante o declínio biológico, o corpo humano idoso mostra sinais importantes de plasticidade com capacidade de adaptação e melhoria das funções. Fenómenos como a resiliência devem ser potencializados, pois a bibliografia aponta que programas de educação comunitária e  de exercício físico bem estruturados diminuem a incidência, prevalência e morbilidade das quedas (2).

Referências Bibliográficas

1. World Health Organization. WHO Global Report on Falls Prevention in Older Age. Geneva: World Health Organization, 2007.

2. World Health Organization. Active Ageing – A Policy Framework. Geneva: World Health Organization, 2002.